domingo, 12 de fevereiro de 2012


NO DIA 15 DE MARÇO, EU VOLTAREI!!!!


 Gabarito da nossa BATERIA 1 (Que está sendo chamada de 3):

1 – C
11 - B
21 - E
2 – C
12 - D
22 - C
3 - D
13 - A
23 - D
4 – C
14 - B
24 - B
5 - A

15 - D
25 - A
6 – E
16 – A
26 - A
7 – C
17 - D
27 - D
8 - C
18 - E
28 – certo
9 - E
19 - B
29 - certo
10 - E
20 - A


BATERIA 2

1 – C
20 - B
38 - C
2 – D
21 - E
39 -
3 - C
22 - D
40 - B
4 – C
23 - D
41 -XXX
5 - CERTO
24 - D
42 -C
6 – CERTO
25 - C
43 - D
7 – ERRADO
26 - D
04 - A
8 - C
27 - D
05 -D
9 - C
28 – A
06- C
10 - C
29 - E
07- D
11 - B
30 – B
08-D
12 - C
31 - E

13 - C
32- E

14 - B
33 - B

15 - A
34 - E

16 – D
35 - D

18 - E
36 - C

19 - E
37 - A


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


GABARITO TEXTO - Modulares  VALPARAÍSO E JARDIM BOTÂNICO.





1 E
20 B
2 B
21 E
3 D
22 B
4 C
23 B
5 B
24 C
6 B
25 A
7 C
26 B
8 B
27 E
9 B
28 C
10 C
29 D
11 E
30 D
12 D
31 A
13 A
32 C
14 C
33 D
15 A
34 B
16 E
35 C
17 B
36 C
18 C
37 E
19 B

 BATERIA 3 SIG - TURMA DETRAN - NOTURNO



1 C
16. CERTO
2 ERRADO
17. ERRADO
3 CERTO
18. C
4 CERTO
19. D
5 ERRADO
20. CERTO
6 D
21. ERRADO
7 A
22 A
8. D
23 B
9. B
24 B
10 C
25 ERRADO
11 A
26
12 CERTO
27 B
27.2
D/ A/ E/ B/ F/ E/ E/ F/ E/ D/ D/ A/ E/ D/ D/ B/ D/ D/ B/ A
13 B
28 C/ C/ B/ A/ A/ A/ C/ A/ C/A/ A / B/ A/ C/ C/ B/ C/ A/ A/ B/ A/ B/ C/ A/ A/ B/ B/ A/ A/ B.
14 ERRADO
29 EM SALA
15. C

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


 Manifesto da Gramática

Certa vez, um ilustríssimo professor de Língua Portuguesa me perguntou:

- Você também é gramatiqueiro?

Respondi, prontamente, que sim. Todavia, essa resposta me fez refletir sobre alguns aspectos da minha vida docente. Por ser graduado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, um filme me veio à cabeça. Imagens que, certamente, passam pela mente de muitos estudantes de Letras: os velhos combates entre Linguística x Gramática. Correção x Opressão. Norma x Normas. Esquerda x Inteligência.
Sem nenhuma saudade, lembrei-me de todo meu período acadêmico. Resolvi cursar Letras devido a uma grande afeição à Gramática e ao estudo das línguas. Durante o curso, houve uma clara pressão em convencer os futuros profissionais de Letras de que a Gramática Normativa era um terrível monstro o qual reprimia, cruel e ditatorialmente, todos os falantes que desviassem – pouco que fosse – ao bom uso da Linguagem.  Pura tolice.
 Não é meu objetivo com o presente artigo desvalorizar a Linguística. Muito pelo contrário. Ela foi uma das disciplinas mais interessantes que cursei na Universidade e é uma ciência fabulosa. A Língua realmente não deve ser apenas considerada como um conjunto de normas que trazem à tona a dualidade certo e errado. Li muito e admiro as descobertas de Ferdinand Saussure, que introduziu a distinção entre língua (langue) como um sistema global de regularidades e fala (parole), que são as expressões reais em si.
O que sempre me incomodou e preocupou foi a postura de muitos Linguistas de repulsa em relação à Gramática.
É sabido que a Língua Portuguesa possui uma gama de variações (tema que nem um livro conseguiria encerrar) de muitas naturezas - variedades socioculturais, variedades regionais, entre outras -. É de igual forma bem claro que o conceito de erro, segundo defendem os linguistas, deve ser tratado com muito cuidado e atenção. Certas construções linguísticas não devem ser consideradas ERRADAS, e sim INADEQUADAS.
O fato é que há varias normas presentes na Língua Portuguesa, cada uma com sua função social, estrutura e regras. Por exemplo, a música. Na língua empregada na música, é necessário que haja sonoridade, eufonia e rima. Isso é a NORMA sobre a qual se rege a música. Por exemplo, a canção da maravilhosa Marisa Monte: beija eu, beija eu, beija eu, me beija. Desvios à língua-padrão, como os percebidos na música citada,  são toleráveis, visto que a norma é outra, as exigências são outras.
A norma pertinente à musica, bem como a norma exigida em situações informais devem ser respeitadas. Por que diabos alguns linguistas consideram a normal culta algo opressivo? Por que a Gramática é tão aborrecedora? Por que certos estudiosos são traumatizados diante dos conceitos de certo e errado? Convivi no meio acadêmico e sempre percebi uma grande influência da esquerda-populista (podre) contribuindo para esse trauma e essa atitude de muitos docentes: o medo das regras e a exaltação do popular.
Meu mestre Evanildo Bechara, genialmente, sempre disse que devemos ser poliglotas em nossa própria língua. A Gramática não é instrumento de opressão; ela não é fim, é meio. O fim, de fato, é a comunicação. A Norma Culta é uma das várias normas existentes do Português e, com certeza, socialmente, a mais importante. Visto que ela é um instrumento de ascensão social, através do qual o falante tem a possibilidade de produzir e ler bons textos, de adequar-se a situações formais (exigidas na grande maioria das ocasiões profissionais na nossa vida) e consequentemente almejar melhores oportunidades.
Ensinar a língua-padrão não é uma forma de expressar preconceito social, como defendem os sociolinguistas, que têm, paradoxalmente, preconceito contra a Gramática. O ensino correto da Normal Culta e da Gramática - aplicada ao texto - é a melhor forma de oferecer oportunidade aos falantes de conhecer uma nova norma, o coloquial eles já dominam e usam fora da escola. O contato com a norma de maior prestígio, sem sombra de dúvidas, oferece uma gama de oportunidades que surgirão na fase adulta.

Ousem pensar, 
Fabrício Dutra